quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sacolas reutilizáveis?

Numa das inúmeras visitas ao supermercado Carrefour, bati o olho num cartaz que estava afixado perto do Caixa. Dizia o cartaz para comprarmos sacolas reutilizáveis que estavam a venda lá mesmo no Carrefour para podermos diminuir o uso dos sacos plásticos em prol do meio ambiente. Eu tento ter atitudes de sustentabilidade em prol do nosso planeta Terra (às vezes falho e outras vezes, falho muito) mas quando eu vi o cartaz eu pensei:
- Quem que vai "comprar" uma sacola, mesmo que reutilizável, se o próprio supermercado oferece "de graça" os sacos plásticos para acomodar as compras? Acho que o Carrefour pirou. Ninguém vai comprar isso!

Eu comecei a pensar um pouco mais sobre isso, motivado por um episódio na Americanas. A compra não era muita coisa: 3 barras de chocolate e um pacote de fandango. A moça acomodou num saco e me entregou. Em geral, quando vejo que o saco pode vir a rasgar por conter produtos com pontas ou pesados, eu peço outro saco para reforçar para não ficar na mão no meio da rua com um saco rasgado e as compras esparramadas pelo chão. : ) E aí a atendente, aparentemente atenciosa no início, olhou pra mim e disse: - Não posso dar outro saco...

Eu escutei mas não tinha entendido o porquê da resposta. Pensei que ela poderia estar brincando e perguntei o motivo. Aí veio uma resposta assim: - Não posso, porque a compra é muito pequena...

E aí fiquei indignado explicando pra moça que a compra continha itens com pontas e poderia rasgar o saco. Acabou que ela, toda sem jeito, aceitou a minha opinião e liberou mais um saco. Eu vejo negociadores atuando na liberação de reféns, mas nunca pensei que eu teria de negociar um saco a mais para reforçar minhas compras. : )

Depois fui andando e pensando: - E se a atendente falasse que a Americanas estava em campanha em prol do meio ambiente tentando diminuir o uso de sacos plásticos?

Provavelmente eu teria aceito a campanha e saído de lá satisfeito por ter ajudado a natureza. Mas é que achei o motivo exposto muito michuruca (não sei se escreve assim...).

Mas com isso, eu passei a pensar que preciso cuidar mais sobre esse "faniquito" meu de sempre querer sacos duplos nas minhas compras. É claro que eu não jogo fora os sacos ao chegar em casa. Eles sempre são bem vindos nos cestos de lixo doméstico. De alguma forma eu aproveito. Mas vou tentar... atenção, falei que vou tentar, não sei se com sucesso, aderir à campanha do Carrefour de diminuir o uso de sacos plásticos.

Sei que, eu fazendo isso, não vou salvar o planeta, mas é aquela estória do beija-flor, estarei fazendo minha parte.

Abraços a todos.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Eternizando momentos

Essa foi uma foto feita pela minha assistente de fotografia, a Selma. Eu falo "assistente", mas acho que na verdade, eu que sou o assistente dela. Em geral, os takes dela são mais bonitos. O que falta nela é altura para poder pegar melhor as fotos de um ângulo mais "de cima".

Bom, voltando à foto, acho que foi uma das mais bonitas que tenho. E olha que dizer que estou "bonito" é raro. Talvez a foto faça milagre sim. : )

Eu não lembro bem o momento que eu comecei a gostar dessa arte chamada "fotografia". Não lembro quando que, ter uma máquina fotográfica em minhas mãos me deixava com uma boa sensação. Formatura da Terry em 2007? Não sei... depois, um outro dia, eu penso melhor nisso. Acho que é bom saber o exato momento que comecei com esse hobby, que não é azul, nem vermelho : ) : ) é preto. : )

Há pessoas que acham que fotografar se resume em um simples apertar do shutter. Há muito mais em jogo que isso. É claro que tem que se conhecer a máquina que você está manuseando para você ter o domínio técnico sobre a máquina. Mas o mais importante e que não pode faltar, é o senso de fotografia, o olhar artístico, a percepção de sentimentos. Afinal, fotografia é uma arte. Perceber momentos, captar sentimentos, enfim, esse monte de coisa que eu tenho que desenvolver já que eu me considero muito "razão e lógico" tipo um robô. : )

Um dia eu estava pensativo assim: Que eu tiro fotos e tal, e pra mim, isso pode ter se tornado uma coisa meio comum, apesar de desafiador. Mas para a pessoa que está recebendo esses cliques, há uma chance de poder virar uma lembrança eterna de um momento especial na vida dela. Seja um aniversário de 1 ano, um casamento, uma formatura, uma festa, um book, um almoço em família, uma gravidez, bodas de ouro, jogos esportivos do filho, uma viagem de férias, etc. E aí eu sempre imagino uma cena que eu já vi em um filme que não recordo o nome. A cena é assim: Uma pessoa tira uma foto, faz o barulho do clique, a foto aparece na tela como se estivesse sido impressa e num efeito especial do Spilberg, a foto se envelhece e acaba aparecendo dentro de um álbum e outra pessoa olhando e recordando o momento. E isso é o que eu desejo sempre que estou tirando fotos. Que esta foto seja motivo de muita felicidade e que a pessoa guarde para a eternidade. E se eu puder ser o fotógrafo que pôde proporcionar isso, me dou por satisfeito.

Abraços!

quinta-feira, 5 de junho de 2008

- É só colocar o pé nesse lugar é?

Olá pessoal, bom dia.

Aconteceu assim (se você imaginar como fundo musical o som do filme "Missão Impossível" fica mais bacana de ler):

1 - Peguei os pães na padaria que fica no 2º andar do Supermercado DB;

2 - Estava atrasado para o trabalho, por isso depois de pegar o pão, desci às pressas a escada rolante para me dirigir ao Caixa;

3 - Ao por os pés na escada rolante, percebi que tinha esquecido a margarina. Tive de voltar ao 2º andar;

4 - Pensei em dar meia volta na própria escada rolante para não ter que descer toda escada, e novamente ter que subir de novo. Mas isso me pareceu que seria um mico... Então com um sentimento de despedida para o 2º andar eu fiquei olhando para ele se afastando de mim... é... bola pra frente que atrás vem gente;

5 - Vi uma senhora idosa no pé da escada rolante falando algo que não entendi. Pensei que ela estava só aguardando alguém conhecido, então subi sem dar muita atenção;

6 - Logo depois percebi uma movimentação. Ao me virar, percebi que ela estava é com dificuldade para por os pés na escada rolante. Ainda cheguei a ouvir um: - É só colocar o pé nesse lugar é?

7 - Me deu vontade de voltar e pegar na mão dessa senhora e subir junto. Mas eu já estava da metade pra cima... Seria um mico eu sair descendo as escadas rolantes... Mas uma outra senhora mais nova a ajudou a por os pés iniciais;

8 - Como ela parecia estar com pressa, se desgarrou dessa outra senhora nova e veio subindo toda independente;

9 - Eu ouvi um: - E agora... tou com medo na hora de sair da escada...

10 - Aí foi a oportunidade que Deus me deu para poder ajudá-la. Eu fiquei em pé no final da escada tipo um mordomo espera o dono da casa;

11 - Quando ela veio se aproximando, estendi a mão e peguei a mão dela. Essa cena de dar as mãos parece aquela que eu vi no filme "Titanic" quando o Jack estende as mãos pra Rose, não sei se já é quase no final do filme, quando a Rose, já velha, morre e vai para uma outra dimensão e o Jack está aguardando-a no salão do Titanic. É tipo essa estendida de mão que eu fiz;

12 - A senhora disse: - Obrigado meu filho - e se despediu de mim;

13 - Peguei a margarina e, missão cumprida;

(Agora pode parar o fundo musical do filme "Missão Impossível" na sua mente)

De certa forma, eu achei legal isso tudo. Sabe, eu imagino por exemplo a minha vó nessa dificuldade do mundo moderno atual. E eu gostaria que se, um dia, elas estivessem numa situação parecida, aparecesse uma pessoa do nada e a ajudasse no que fosse preciso.

Obrigado.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

"Quando isso de novo?"

Ontem, assisti ao filme "Nárnia - Prince Caspian" com a Selminha, Marcello e Lana. E aconteceu uma coisa lá que, aparentemente, não foi tão agradável. Digo "aparentemente", mas que acho que tudo conspirou para ser daquele jeito e que no final das contas, acho que foi bom.

Isso me fez lembrar de uma frase que eu ouvi há um tempo que, de certa forma me fez refletir.

"Quando isso de novo?".

Foi um dia que a Selma estava cozinhando um estrogonoff (nem sei se é assim que se escreve) na casa da Telma, irmã dela. E como esse tipo de coisa não acontece duas vezes na vida (rsrsrsrsrs), tem que aproveitar e experimentar a comida que por sinal estava muito boa.

Só que, na hora de arrumar a mesa, a Telma falou: "Hoje, vamos comer fora". "Fora" é tipo um pátio que fica na frente da casa ao ar livre de baixo de umas folhagens de uma árvore. E como estava uma tarde agradável, colocamos a mesa, as cadeiras, os pratos, os talheres, tudo pra fora de casa.

Começamos todos a servir os pratos e comer. Nessa hora, a Telma pára, respira, olha pra aquela cena e comenta: - Quando isso de novo?

Momento registrado na nossa mente que vai ficar como lembrança pro resto de nossas vidas, que talvez nunca mais se repita. São momentos mágicos como esses que a gente leva pra eternidade.

Eu sei que todos os momentos na vida são únicos, mas que vez ou outra a gente esquece disso nos atropelos do dia-a-dia. Principalmente eu.

Abraços a todos!

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Reinventando a roda


Essa figura aparentemente não tem nada a ver com o que vou escrever aqui... mas confira.

A história se desenrolou assim: Eu estava no Terminal 2 (o da Cachoeirinha) esperando meu busão pra casa.

De repente vi um homem com uma caixa grande, mas grande mesmo, tipo medindo 1,50m x 1,50m e 30cm de largura. Eu estava bem no meio do terminal que deve ter uns 100 metros. Percebi quando ele já estava próximo até porque eu acho que era impossível não ver aquela cena. Ele vinha rolando essa caixa (por isso da imagem que escolhi para este post) tipo uma roda quadrada. E ele vinha pedindo licença pro povo dar espaço e ele vinha girando a caixa. Imaginem uma caixa de 1,50m x 1,50m. Acho que é a altura da minha mãe. : ) : )

Eu estava pasmo observando aquela cena e ainda o permiti girar 2 vezes a caixa para se locomover. Aí como num estalar dos dedos, me despertei. Eu pensei comigo mesmo: "Não vou permitir que ele vá rolando essa caixa na dificuldade, tendo eu como um mero expectador". Eu estava falando com uma amiga minha, a Selminha. No mesmo instante eu cortei o que estava falando com um: "Peraí Selminha..." e ofereci minha ajuda ao moço. Interessante que, acho que ele vinha de lá da outra ponta do terminal e ninguém tinha se oferecido a ajudar... pode ser que ele tenha recusado ajuda... mas não... ele aceitou docilmente a ajuda e fomos carregando a caixa, eu e ele.

Apesar de não ter sido tão longe pra onde ele ia, acho que foi legal a iniciativa de ajudar. Eu acredito que que várias pessoas no terminal pensaram em ajudar, mas acho que só faltou coragem e iniciativa para oferecer ajuda.

Abraços a todos!

quinta-feira, 24 de abril de 2008



















Olá gente, bom dia.

Este post tem mais um caráter "convite". Eu participo de um movimento filosófico-religioso chamado Seicho-No-Ie (originado do Japão). E estamos com esse evento na "fita".

Data: 03/maio/2008 (primeiro sábado de maio)
Local: Auditório da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas
Horário: 17:30

E os temas das palestras que serão abordadas estão na imagem acima.

Serão abordados vários tópicos nas palestras.
- os segredos do bem viver;
- como nos portar diante das dificuldades da vida;
- como ser uma pessoa de atitude positiva;
- a importância de idealizar um grande sonho;
- o que os caras de sucesso têm em comum;
- o que fazer para ter uma família mais unida;
- a felicidade ao seu alcance;
- etc etc

Muito obrigado a vcs todos! Aguardo vc lá no dia.

Maiores informações podem ser obtidos comigo (jnagahama@yahoo.com) ou através dos fones na imagem do cartaz.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Fração de 5 segundos

Olá pessoal, bom dia.

Hoje eu acabei fazendo uma reflexão sobre "agilidade". Eu estava dentro do busão, 624, a caminho do trabalho. Há ônibus e ônibus. O interior de cada um é diferente, mas acho que o padrão é ter 2 cadeiras de cada lado enfileirados. Esse 624 que peguei, nasceu da fábrica meio egoísta. Só tem 1 cadeira de cada lado. : ) : )

O fato de ser assim, há vantagem pois cabe mais gente em pé pelo fato de ter mais espaço livre. Só que as barras onde nos apoiamos fica mais pros lados também. E isso dificulta o andar dos passageiros pois não têm barras mais pro meio. A lógica é bem simples: se quiser se segurar, tem que ser pelos lados nas alças das cadeiras ou pelas barras do teto.

Uma senhora (pequena estatura por isso não alcançou as barras do teto) veio tateando pelas alças da cadeira. Veio caminhando aos poucos e eu só observando pois eu via essa dificuldade que as pessoas tinham. Teve uma hora que o ônibus estava freiando e a senhora foi meio que querendo ser jogada para a parte frontal do ônibus, e ela querendo chegar na parte traseira do ônibus para descer. Aquela força de ação e reação que aprendemos na física no 2º grau. : )

Foram 5 segundos onde ela forçava o corpo pra frente para não ser levada pelo lance da ação e reação. E a mãozinha dela... a 20 centímetros da alça da cadeira querendo se segurar. É típico daquelas cenas de filme que falta pouco pra pegar algo (geralmente uma bomba ou granada ou uma chave, enfim, algo importante... ah, tipo no Titanic quase afundando e o Jack querendo pegar as chaves para abrir um cadeado de uma grade). Foram 5 segundos nessa agonia da senhora e eu só observando lá. Eu poderia ser mais "ágil" e ter pego na mão dela e puxado... Mas sabe o que é uma fração de 5 segundos? E vc tem que pensar e agir rápido?

A reflexão surgiu porque eu não consegui agir rápido. Acabou que ela foi vencida pela freada e foi se batendo em algumas pessoas... desculpe-me.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Omigaga

"Omigaga". Essa foi a palavra que eu recebi de uma mãe depois de ter juntado um brinquedo que a filha jogou no chão. Elas estavam na praça de alimentação do Amazonas Shopping lanchando.

A bebezinha jogou o brinquedo. Era uma espécie de cachorrinho digital verde "cheguei". Eu estava a aproximadamente 5 metros de distância. Assim que eu a vi jogar, também vi a mãe deixar o sanduíche e fazer menção de se levantar para pegar o brinquedo. Só que ela não contava com minha astúcia (By Chapolin Colorado). Eu apressei os passos, peguei o brinquedo e entreguei à mãe que ainda estava sentada na iminência de se levantar. Achei massa, pois consegui, naquela fração de segundos, antes que ela se levantasse, juntar o brinquedinho da bebezinha.

Não sei se a mãe ficou surpresa com essa atitude rápida, mas eu lembro da feição dela com a boca cheia de sanduíche querendo falar alguma coisa pra mim. Eu sabia que poderia vir um "obrigado" ou "valeu" ou "thanks" ou "arigató". E se eu fosse mais rápido e mais cheio de humor, eu falaria: "Relaxe, mastigue o sanduíche, não precisa falar nada. rsrsrsrsrsrs : )". Mas ela foi rápida também e veio com um "omigaga" ainda com a boca meio cheia. Parece que ela fez questão de me agradecer. E isso foi bom. Respondi com um sorriso e segui meu caminho para uma pizza grande de 19,90 na Allegro. : )

Claudinha ST, esse é um dos exemplos do "Espírito Disney" que eu tinha comentado num outro post e que vc me perguntou. Outro dia eu posto aqui, mais episódios do "Espírito Disney" que eu estou tentando aplicar na minha vida diária.

"Espírito Disney" se resume em ser gentil mais que os outros. Relembrando o fato, eu não tinha obrigação de juntar o brinquedo já que eu ainda estava distante. Mas quando pensei que a mãe teria de interromper o lanche para se levantar e juntar o brinquedo, pensei comigo mesmo: não vou permitir que ela se levante, eu farei isso por ela e apressei o passo.

Gostaria que mais pessoas aderissem ao "Espírito Disney". Vc com certeza vai se sentir melhor no momento seguinte à gentileza feita.

Obrigado aos que me lêem via blog.

PS: Claudinha ST, eu a convido a ser mais uma pessoa especial a tentar aplicar esse tal de "Espírito Disney". : ) : )

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

One of us (Um de nós)

Olá a todos, depois de um longo tenebroso inverno, estou de volta. Nem sei se, depois desse tempo todo sem post novo, tem gente ainda acessando meu blog. Mas vou avisar no Orkut que tem post novo :)

Domingo agora que passou, dia 24/02/2008, eu estava assistindo pela primeira vez um episódio do seriado "Arquivo morto" que passa no SBT.

O episódio foi meio triste, mas não vou descrever o episódio aqui. Chamou minha atenção a letra da música que tocou no encerramento do episódio. Eu já tinha escutado essa música antes, mas nunca tinha prestado atenção na letra. É uma música da "Joan Osbourne" intitulado "One of us". Traduzindo seria: "Um de nós". Essa música ficou passeando minha mente durante essa semana todinha. Vou colocar aqui só a tradução ok?

Talvez muita gente não vai concordar com o que eu vou escrever aqui, mas se possível, dá uma pensada nisso.

Acredito que Deus se manifesta de várias formas, através de várias pessoas, de várias situações: do carinho da mãe para com o filho, do pai que se joga no chão para brincar com o filho, de um amigo que oferece ajuda, de um estranho que te dá uma palavra de conforto, de um estalo na mente que faz vc pensar de forma diferente para o bem de todos. Mas há o outro lado que muita gente ainda não consegue ver: que Deus se manifesta também através de situações desagradáveis. Há pessoas e pessoas na vida, cada um vivendo a sua maneira, mas alguns, nos causam problemas. E quando a gente está passando por um problema, a gente não consegue entender o porquê daquilo e às vezes reclamamos com Deus. Mas todo problema vem para fazer vc evoluir espiritualmente. Ensinar a vc ter mais paciência, ensinar a vc perdoar mais, ensinar a vc amar mais. Tudo tem o seu propósito. E a gente precisa só entender isso e aceitar de bom grado toda situação que Deus manda para vc crescer. Quando o problema passa, a gente sempre percebe que aquilo teve um propósito e que vc saiu do problema mais fortalecido espiritualmente. Ponto para vc!

Obrigado a vc que me lê ainda. : ) Abraços!


Um de nós

Se Deus tivesse um nome qual seria?
e você o chamaria assim?
Se você estivesse junto com Ele em toda sua glória
O que você perguntaria se você tivesse apenas uma pergunta?

Yeah, Yeah, Deus é ótimo
Yeah, Yeah, Deus é bom
Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um vagabundo como um de nós?
Apenas um estranho no ônibus
tentando ir pra casa

Se Deus tivesse um rosto
Com o que pareceria?
e você iria querer ver
se visse teria que acreditar
em coisas como céu e Jesus e nos santos
e em todos seus profetas

Yeah, Yeah, Deus é ótimo
Yeah, Yeah, Deus é bom
Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um vagabundo como um de nós?
Apenas um estranho no ônibus
tentando ir pra casa
Volte para o céu sozinho
Ninguém chamará no telefone
talvez o Papa te aceite em Roma

Yeah, Yeah, Deus é ótimo
Yeah, Yeah, Deus é bom
Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um vagabundo como um de nós?
Apenas um estranho no ônibus
tentando ir pra casa
Como uma santa pedra errante
Volte para o céu sozinho
Tentando ir pra casa
Ninguém chamará no telefone
talvez o Papa te aceite em Roma

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Profissão: Limpador de vidro

Olá gente, bom dia.

Hoje eu gostaria de falar que, por um breve momento, mudei meu pensamento com relação aos meninos que ficam no sinal limpando os pára-brisas dos carros.

Às vezes eu dirijo carro dos meus amigos, já que eu não tenho um meu próprio. E sempre foi um sufoco naquele cruzamento da Ramos Ferreira com a Getúlio Vargas onde fica a academia Sheik. Lá é a "empresa matriz" desses meninos que estão nessa "profissão". Hoje em dia eles são mais abusados. Tem até uns, que vão passando aquela esponja no vidro e não estão nem aí se vc sinaliza, às vezes gesticulando desesperadamente, dizendo que não quer o serviço deles. Tem uns que fazem um sinal tipo "outra vez vc paga".

Hoje eu peguei um desses abusados que tacou a esponja no canto do pára-brisa e ficou aquele melado no vidro. Ao meu sinal de que não queria o serviço dele, ele foi obediente: simplesmente tirou a esponja do vidro e pulou pra outro carro que estava atrás... Só que ele deixou aquele babado no vidro, além de que aquela esponja já era todo sujo...

Eu pensei: ah, depois vai chover e esse babado vai sair. Mas nem precisei esperar muito... mais adiante um outro menino desses ofereceu o serviço, e já sabem qual foi minha reação: gesticulei que não precisava. O menino, acho que percebeu o babado que o outro colega de trabalho deixou no carro e fez uma coisa que eu não esperava: passou o outro lado da esponja e limpou a parte do babado e foi se sentar na calçada. Eu fiquei olhando até o sinal abrir para aquele menino e claro, mandando mil vibrações de felicitações pelo "espírito Disney" que ele teve. Vcs sabem o que é esse "espírito Disney"??? Um outro dia eu explico. Mas, eu só sei que se eu tivesse uma empresa, na mesma hora eu desceria do carro e ofereceria um trabalho para ele. Foi bonita a atitude dele em não deixar o "trabalho sujo" estragar a imagem da "categoria". Ele poderia ser um líder e ensinar essa postura aos demais, inclusive a nós de outras profissões. Valeu!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Janela da alma

Oi gente! Não sei se vcs vão reconhecer esse olhar, talvez não, mas tem gente que vai. :) Um doce pra quem acertar. :)


Mas nesse post eu queria falar sobre o olhar das crianças. Eu já ouvi o termo de que os olhos são as janelas da alma. No caso das crianças, parece que o vidro dessa janela é 100% transparente. Por isso que a gente consegue ter fotos fáceis com esse reflexo todo dos olhos das crianças. Quando eu tenho contato com uma criança, às vezes eu fico parado olhando e admirando o olhar delas. É incrível como eles brilham. Talvez pela pureza da alma que não vê defeitos nos outros, as coisas ruins da vida. Para eles, tudo é bonito, tudo é lindo, tudo é perfeito, tudo é aprendizado, tudo é felicidade, tudo é festa.

É claro que logo logo eles crescem e passam a ter contato com as várias dificuldades da vida e às vezes se perde esse brilho no olhar. E é triste quando isso acontece pois a vida por si só já é bonita e mágica. É importante para nós, que nos dizemos "crescidos", aprender essa lição linda com as crianças. O sentimento puro e sincero. O olhar atento. O brilho no olhar. O sorriso sem receios. Os atos sem malícia. A esperança. Se jogar nos braços dos pais com confiança total. A naturalidade. Tudo. Não lembro bem as palavras exatas de Jesus Cristo, mas algo dizendo "Venha a mim as crianças, pois delas é o reino dos céus".

Eu tenho um áudio em arquivo do palestrante Alfredo Rocha onde eu não canso de ouvir esse trecho. Ele fala de uma repórter que faz uma pergunta a um palhaço de 73 anos.

Ela pergunta ao palhaço: - O senhor tem medo de morrer?
E ele disse: -Não... eu não tenho medo de morrer... a única coisa que eu tenho medo é crescer. As pessoas quando deixam morrer a sua criança, elas morrem pouquinho junto também.

E isso sempre é uma reflexão pra mim.

As crianças, muito mais elevados espiritualmente que nós adultos, estão aí para nos ensinar. Basta querermos aprender com elas.

Um abraço a todos!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Cheiro de Natal

Há uns 5 ou 6 anos, eu ouvi uma expressão que, quando chega essa época do ano, sempre me vem à mente. Nunca mais esqueci dessa expressão, pois eu achei interessante e engraçada. Isso aconteceu quando eu ganhei uma boneca Bebezinho numa promoção da internet. Na época, o site da americanas.com era ainda chamado de lasa.com. E como a Americanas estava lançando o site, tinha um monte de promoção. Ganhei um monte de coisa, mas essa boneca foi a que mais marcou por esse motivo.

Quando o suposto prêmio chegou em casa, eu dei pra Érica* abrir o pacote, pois eu não tinha o que fazer com a boneca. Brincar? Eu? Que nada. Quando ela abriu e tirou a boneca da caixa, abraçou a boneca e falou: "Tem cheiro de Natal". E foi legal o mix de alegria com lágrimas escorrendo no rosto dela recordando a época de Natal dos tempos de infância. Na verdade, "Cheiro de Natal" seria tipo cheiro de brinquedo novo. Mas a cena foi linda.

Há um tempo, eu tenho pensado em um mundo onde mais pessoas (quando digo pessoas, quero dizer crianças) pudessem ter contato com esse "Cheiro de Natal". E esse ano resolvi integrar ao projeto social dos Correios que se chama "Papai Noel dos Correios". No site dos Correios (www.correios.com.br) vc vai ver mais detalhes sobre o projeto muito bonito que eles desenvolvem. Falei com alguns amigos que poderiam querer participar junto e consegui umas 12 pessoas que toparam de cara. Um dia desses, eu fui pegar umas cartinhas no Serviço Social dos Correios. Hoje (07/12/2007) vou pegar mais algumas pois não deu tempo de pegar as 12 cartinhas naquele dia. Obrigado a vc que topou embarcar na minha idéia.

Vim no ônibus imaginando essas crianças recebendo o presente do Papai Noel, sorriso estampado no rosto, alegria transbordando no ar, e guardando no fundo do coração essa lembrança do "Cheiro de Natal".


* A Érica foi com quem convivi durante muito tempo e quem teve a boa vontade de me aturar esse tempo todo. Hoje não estamos mais juntos, mas aprendemos muito um com o outro. Obrigado a ela.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Jamel e sua equipe

Aprensento hoje o Jamel... quanta audácia da minha parte... já que nem eu o conheço direito. Só sei que ele faz parte de um grupo de pessoas que coordena um projeto que engloba meninos e meninas do Mauazinho e da Vila Felicidade, que fica perto do CEASA de Manaus.

Ontem (01/12/2007) tive oportunidade, ou melhor dizendo, tive a bênção e a coincidência de estar lá no anfiteatro da praça que fica do lado do Millennium Shopping para assistir ao trabalho deles. Um coral de crianças no palco cantando músicas diversas do Roupa Nova, de Natal, etc. Tinha umas 40 crianças sendo regidas por um maestro muito show de bola também. Ele gesticulava muito e ao mesmo tempo cantava em voz alta junto com as crianças. Olhando-o, eu sentia o esforço e a alegria com que ele comandava aquelas crianças. O show seria bonito só por isso mesmo. Mas Deus é muito bom pois me mostrou algo mais bonito além do coral.

No momento que eles estavam cantando a terceira música, faltou energia e ficaram sem o som do teclado que jogava a melodia no ar. Esse foi um momento bonito que inclusive me emocionou bastante, com direito a olhos marejados. (revisando esse texto, eu mesmo me confundi pensando que eu tinha me emocionado com a falta de energia elétrica... não foi isso... continuem a leitura). Só frisando que é difícil isso acontecer comigo, de me emocionar. Nessa hora eu pensei que iriam parar de cantar e continuar depois que a energia voltasse. Mas não. O maestro que estava em baixo do palco, pulou pra cima do palco para que as crianças pudessem ver a regência dele mesmo estando um pouco escuro. Houve uma pausa de uns 3 segundos, e logo eles continuaram cantando. Foi muito bonito.

Me envegonhei do que eu pensei na hora que faltou a energia: pelo fato de serem crianças, pensei que eles iriam se dispersar e virar uma bagunça geral. Eles esperaram o comando do maestro para saber o próximo passo: que foi continuar com o show. Aquelas crianças me ensinaram uma coisa muito legal: que o show deve continuar.

Quantas vezes a gente pára de perseguir nossos sonhos quando nos deparamos com o primeiro obstáculo? Às vezes se está a um palmo da conquista do sonho, mas desanimamos e desistimos. Como diz no "Livro dos Jovens" de autoria do professor Masaharu Taniguchi: A hora mais escura da noite é a mais próxima do alvorecer. O show deve continuar!

Um abraço caloroso a cada criança do coral do projeto Mauazinho e Vila Felicidade da Prefeitura de Manaus.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Motorista de ônibus da linha 620

Em geral, a gente tem a imagem de motorista de ônibus como aquele cara costurando o trânsito, fazendo malabarismos perigosos na rua, agressivo correndo contra o tempo, impaciente com os passageiros. Daí surgiu a piadinha de que "Tudo na vida é passageiro... tirando o motorista e o cobrador..." Ai ai... vou deixar a piada sem graça e voltar ao texto que estou digitando. : )

Estava um dia chuvoso (27/11/2007). Eu já estava super hiper mega atrasado pro trampo. Olha que o expediente se inicia 8:00 e já eram 09:30. E eu acabando de pegar o ônibus rumo ao meu trabalho. Não precisa nem dizer que horas eu cheguei pra bater o ponto. : )

Perto da minha casa tem uma pontezinha de uns 6 metros onde todos os carros passam para entrar no conjunto. Com essa chuvarada toda, o rio transbordou. Eu falo rio, mas é uma corredeira poluída e a água estava barrenta toda marrom. Assim que o ônibus tentou passar por esse trecho onde essa corredeira estava cortando a rua, eu vi um chafariz dentro do ônibus. Pra quem pega ônibus no dia-a-dia, nos que a entrada é pela frente, repare que perto da roleta tem tipo um alçapão no piso. Quando o ônibus entrou pra cruzar a corredeira, a força da água era tanta que ele empurrou o tal alçapão e jogou água barrenta pra dentro do ônibus. Tinha uma senhora sentado perto desse alçapão. Nem preciso falar o que aconteceu com ela... Eu só vi o chafariz barrento ao som de um grito assustado. E ao olhar, estava uma senhora toda encharcada falando: "Ai meu Deus... ah, hoje eu vou faltar meu trabalho..." e pedia pro motorista dar a ré e deixá-la antes da corredeira pra ela poder voltar pra casa andando. Eu pensei que ele ia fazer isso mesmo afinal era o mínimo que ele poderia fazer. Apesar da culpa do acontecido não ter sido do motorista, afinal, não foi ele que não implantou uma trava naquele alçapão. Só que ele fez mais...

Ele fez uma manobra radical na rua estreita e deu meia volta com o ônibus. Atravessou de volta a corredeira traiçoeira (bem devagar dessa vez) e deixou a senhora bem mais adiante em vez de só deixar do outro lado da corredeira. Ele praticamente voltou 2 paradas para deixar a senhora mais perto da casa dela mesmo que isso o deixasse atrasado pra cumprir seu tempo de viagem normal. Ao retornar ao rumo normal dele e chegar de novo na bendita corredeira, de quebra, ele deu carona para uma pessoa e a atravessou para que ela não se molhasse. Eu vi gentileza em dobro só nessa manhã por parte desse motorista que tentou amenizar o prejuízo daquela senhora.

Eu não sei o nome do motorista, só sei que ele é da linha 620. Mas o gesto "agressivamente gentil" ficou marcado na minha memória. Esse termo "agressivamente gentil" eu aprendi no livro "Nos bastidores da Disney" que li recentemente. E foi o que eu vi hoje e é o que estou tentando aplicar também no meu dia-a-dia.

Parabéns àquele motorista.

Abraços a todos!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Classe e gentileza

Um dia participei de uma palestra motivacional onde o palestrante Claudeir Lima mostrou uma tela com 3 carinhas dizendo que 65% da população pertenciam ao grupo da carinha triste, 30% pertenciam ao grupo da carinha indiferente, e 5% apenas faziam parte do grupo da carinha alegre. E perguntou: "Em qual grupo vc se encaixa?".

E isso me fez pensar por um momento. A princípio poderia pensar na boçalidade que eu estaria na categoria dos 5% da carinha alegre... mas isso me fez pensar um monte. Ele contou algumas situações. Vou colocar aqui pra vc também fazer esse teste pra saber em qual grupo vc se encaixaria.
1 - Vc comprou um sapato e ao chegar em casa, percebeu que o vendedor colocou pares diferentes na caixa. Como vc reagiria? Chegaria brigando com o vendedor na loja, OU chegaria na loja falando com o vendedor que erros acontecem e pediria para ele trocar pelo modelo certo?
2 - Descontaram seu cheque pré-datado antes do dia e sua conta ficou com saldo negativo. Vc diria pra loja que tudo bem pois erros acontecem e entenderia a situação OU já entraria com um processo na justiça, procon ou algo parecido?
3 - Está chovendo muito. Vc pensa: "Que chuva maravilhosa" OU "Que droga, tá chovendo muito"?

E hoje me deparei com essa mensagem abaixo que tem tudo a ver com essa reflexão acima. Esse texto se chama "Classe e gentileza". Muito bonita a atitude da moça do texto abaixo. Isso vai ficar meio afeminado eu falando isso, mas fiquei com vontade de chorar lendo esse texto. Bobagem... mas fiquei. : ) : )

Classe e gentileza

Era o dia do casamento da minha irmã Kátia, e ela deslizava pelo salão de festas, sorrindo e agradecendo aos convidados, dançando com cada um dos avôs e achando tempo para conversar com as meninas que tinham levado as flores. Estava tão linda e tranqüila que ninguém imaginaria que a florista tinha mandado as flores erradas, que o bolo de casamento de três andares tinha chegado um pouco torto, e que uma das damas de honra havia rasgado o vestido alguns minutos antes da cerimônia. Incidentes que podiam ter transformado o dia em um evento tenso e decepcionante só foram motivo de risos, graças à atitude de Kátia. Sem que ela notasse, observei como ela reagia com calma e simpatia ao falar com a florista, que se desmanchava em desculpas, e como ria ao posar para fotografias indiscretas que mostravam a ligeira inclinação do bolo. Quando a dama de honra tropeçou nos saltos dos sapatos e rasgou um pedaço da saia, Kátia não entrou em pânico. Ajudou a consertar o rasgão com um grampeador, o que deu vez a mais fotografias indiscretas dela e da dama de honra com o grampeador. Quando meus amigos comentam as brigas que tiveram com as noivas nervosas, fico quieto. Mantenho uma foto pregada na parede que mostra minha irmã sorrindo junto a um bolo meio torto, lembrança de impressão duradoura de classe e gentileza em todas as situações.