quarta-feira, 7 de maio de 2008

Reinventando a roda


Essa figura aparentemente não tem nada a ver com o que vou escrever aqui... mas confira.

A história se desenrolou assim: Eu estava no Terminal 2 (o da Cachoeirinha) esperando meu busão pra casa.

De repente vi um homem com uma caixa grande, mas grande mesmo, tipo medindo 1,50m x 1,50m e 30cm de largura. Eu estava bem no meio do terminal que deve ter uns 100 metros. Percebi quando ele já estava próximo até porque eu acho que era impossível não ver aquela cena. Ele vinha rolando essa caixa (por isso da imagem que escolhi para este post) tipo uma roda quadrada. E ele vinha pedindo licença pro povo dar espaço e ele vinha girando a caixa. Imaginem uma caixa de 1,50m x 1,50m. Acho que é a altura da minha mãe. : ) : )

Eu estava pasmo observando aquela cena e ainda o permiti girar 2 vezes a caixa para se locomover. Aí como num estalar dos dedos, me despertei. Eu pensei comigo mesmo: "Não vou permitir que ele vá rolando essa caixa na dificuldade, tendo eu como um mero expectador". Eu estava falando com uma amiga minha, a Selminha. No mesmo instante eu cortei o que estava falando com um: "Peraí Selminha..." e ofereci minha ajuda ao moço. Interessante que, acho que ele vinha de lá da outra ponta do terminal e ninguém tinha se oferecido a ajudar... pode ser que ele tenha recusado ajuda... mas não... ele aceitou docilmente a ajuda e fomos carregando a caixa, eu e ele.

Apesar de não ter sido tão longe pra onde ele ia, acho que foi legal a iniciativa de ajudar. Eu acredito que que várias pessoas no terminal pensaram em ajudar, mas acho que só faltou coragem e iniciativa para oferecer ajuda.

Abraços a todos!

quinta-feira, 24 de abril de 2008



















Olá gente, bom dia.

Este post tem mais um caráter "convite". Eu participo de um movimento filosófico-religioso chamado Seicho-No-Ie (originado do Japão). E estamos com esse evento na "fita".

Data: 03/maio/2008 (primeiro sábado de maio)
Local: Auditório da Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas
Horário: 17:30

E os temas das palestras que serão abordadas estão na imagem acima.

Serão abordados vários tópicos nas palestras.
- os segredos do bem viver;
- como nos portar diante das dificuldades da vida;
- como ser uma pessoa de atitude positiva;
- a importância de idealizar um grande sonho;
- o que os caras de sucesso têm em comum;
- o que fazer para ter uma família mais unida;
- a felicidade ao seu alcance;
- etc etc

Muito obrigado a vcs todos! Aguardo vc lá no dia.

Maiores informações podem ser obtidos comigo (jnagahama@yahoo.com) ou através dos fones na imagem do cartaz.

sexta-feira, 28 de março de 2008

Fração de 5 segundos

Olá pessoal, bom dia.

Hoje eu acabei fazendo uma reflexão sobre "agilidade". Eu estava dentro do busão, 624, a caminho do trabalho. Há ônibus e ônibus. O interior de cada um é diferente, mas acho que o padrão é ter 2 cadeiras de cada lado enfileirados. Esse 624 que peguei, nasceu da fábrica meio egoísta. Só tem 1 cadeira de cada lado. : ) : )

O fato de ser assim, há vantagem pois cabe mais gente em pé pelo fato de ter mais espaço livre. Só que as barras onde nos apoiamos fica mais pros lados também. E isso dificulta o andar dos passageiros pois não têm barras mais pro meio. A lógica é bem simples: se quiser se segurar, tem que ser pelos lados nas alças das cadeiras ou pelas barras do teto.

Uma senhora (pequena estatura por isso não alcançou as barras do teto) veio tateando pelas alças da cadeira. Veio caminhando aos poucos e eu só observando pois eu via essa dificuldade que as pessoas tinham. Teve uma hora que o ônibus estava freiando e a senhora foi meio que querendo ser jogada para a parte frontal do ônibus, e ela querendo chegar na parte traseira do ônibus para descer. Aquela força de ação e reação que aprendemos na física no 2º grau. : )

Foram 5 segundos onde ela forçava o corpo pra frente para não ser levada pelo lance da ação e reação. E a mãozinha dela... a 20 centímetros da alça da cadeira querendo se segurar. É típico daquelas cenas de filme que falta pouco pra pegar algo (geralmente uma bomba ou granada ou uma chave, enfim, algo importante... ah, tipo no Titanic quase afundando e o Jack querendo pegar as chaves para abrir um cadeado de uma grade). Foram 5 segundos nessa agonia da senhora e eu só observando lá. Eu poderia ser mais "ágil" e ter pego na mão dela e puxado... Mas sabe o que é uma fração de 5 segundos? E vc tem que pensar e agir rápido?

A reflexão surgiu porque eu não consegui agir rápido. Acabou que ela foi vencida pela freada e foi se batendo em algumas pessoas... desculpe-me.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Omigaga

"Omigaga". Essa foi a palavra que eu recebi de uma mãe depois de ter juntado um brinquedo que a filha jogou no chão. Elas estavam na praça de alimentação do Amazonas Shopping lanchando.

A bebezinha jogou o brinquedo. Era uma espécie de cachorrinho digital verde "cheguei". Eu estava a aproximadamente 5 metros de distância. Assim que eu a vi jogar, também vi a mãe deixar o sanduíche e fazer menção de se levantar para pegar o brinquedo. Só que ela não contava com minha astúcia (By Chapolin Colorado). Eu apressei os passos, peguei o brinquedo e entreguei à mãe que ainda estava sentada na iminência de se levantar. Achei massa, pois consegui, naquela fração de segundos, antes que ela se levantasse, juntar o brinquedinho da bebezinha.

Não sei se a mãe ficou surpresa com essa atitude rápida, mas eu lembro da feição dela com a boca cheia de sanduíche querendo falar alguma coisa pra mim. Eu sabia que poderia vir um "obrigado" ou "valeu" ou "thanks" ou "arigató". E se eu fosse mais rápido e mais cheio de humor, eu falaria: "Relaxe, mastigue o sanduíche, não precisa falar nada. rsrsrsrsrsrs : )". Mas ela foi rápida também e veio com um "omigaga" ainda com a boca meio cheia. Parece que ela fez questão de me agradecer. E isso foi bom. Respondi com um sorriso e segui meu caminho para uma pizza grande de 19,90 na Allegro. : )

Claudinha ST, esse é um dos exemplos do "Espírito Disney" que eu tinha comentado num outro post e que vc me perguntou. Outro dia eu posto aqui, mais episódios do "Espírito Disney" que eu estou tentando aplicar na minha vida diária.

"Espírito Disney" se resume em ser gentil mais que os outros. Relembrando o fato, eu não tinha obrigação de juntar o brinquedo já que eu ainda estava distante. Mas quando pensei que a mãe teria de interromper o lanche para se levantar e juntar o brinquedo, pensei comigo mesmo: não vou permitir que ela se levante, eu farei isso por ela e apressei o passo.

Gostaria que mais pessoas aderissem ao "Espírito Disney". Vc com certeza vai se sentir melhor no momento seguinte à gentileza feita.

Obrigado aos que me lêem via blog.

PS: Claudinha ST, eu a convido a ser mais uma pessoa especial a tentar aplicar esse tal de "Espírito Disney". : ) : )

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

One of us (Um de nós)

Olá a todos, depois de um longo tenebroso inverno, estou de volta. Nem sei se, depois desse tempo todo sem post novo, tem gente ainda acessando meu blog. Mas vou avisar no Orkut que tem post novo :)

Domingo agora que passou, dia 24/02/2008, eu estava assistindo pela primeira vez um episódio do seriado "Arquivo morto" que passa no SBT.

O episódio foi meio triste, mas não vou descrever o episódio aqui. Chamou minha atenção a letra da música que tocou no encerramento do episódio. Eu já tinha escutado essa música antes, mas nunca tinha prestado atenção na letra. É uma música da "Joan Osbourne" intitulado "One of us". Traduzindo seria: "Um de nós". Essa música ficou passeando minha mente durante essa semana todinha. Vou colocar aqui só a tradução ok?

Talvez muita gente não vai concordar com o que eu vou escrever aqui, mas se possível, dá uma pensada nisso.

Acredito que Deus se manifesta de várias formas, através de várias pessoas, de várias situações: do carinho da mãe para com o filho, do pai que se joga no chão para brincar com o filho, de um amigo que oferece ajuda, de um estranho que te dá uma palavra de conforto, de um estalo na mente que faz vc pensar de forma diferente para o bem de todos. Mas há o outro lado que muita gente ainda não consegue ver: que Deus se manifesta também através de situações desagradáveis. Há pessoas e pessoas na vida, cada um vivendo a sua maneira, mas alguns, nos causam problemas. E quando a gente está passando por um problema, a gente não consegue entender o porquê daquilo e às vezes reclamamos com Deus. Mas todo problema vem para fazer vc evoluir espiritualmente. Ensinar a vc ter mais paciência, ensinar a vc perdoar mais, ensinar a vc amar mais. Tudo tem o seu propósito. E a gente precisa só entender isso e aceitar de bom grado toda situação que Deus manda para vc crescer. Quando o problema passa, a gente sempre percebe que aquilo teve um propósito e que vc saiu do problema mais fortalecido espiritualmente. Ponto para vc!

Obrigado a vc que me lê ainda. : ) Abraços!


Um de nós

Se Deus tivesse um nome qual seria?
e você o chamaria assim?
Se você estivesse junto com Ele em toda sua glória
O que você perguntaria se você tivesse apenas uma pergunta?

Yeah, Yeah, Deus é ótimo
Yeah, Yeah, Deus é bom
Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um vagabundo como um de nós?
Apenas um estranho no ônibus
tentando ir pra casa

Se Deus tivesse um rosto
Com o que pareceria?
e você iria querer ver
se visse teria que acreditar
em coisas como céu e Jesus e nos santos
e em todos seus profetas

Yeah, Yeah, Deus é ótimo
Yeah, Yeah, Deus é bom
Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um vagabundo como um de nós?
Apenas um estranho no ônibus
tentando ir pra casa
Volte para o céu sozinho
Ninguém chamará no telefone
talvez o Papa te aceite em Roma

Yeah, Yeah, Deus é ótimo
Yeah, Yeah, Deus é bom
Yeah, Yeah, Yeah, Yeah, Yeah

E se Deus fosse um de nós?
Apenas um vagabundo como um de nós?
Apenas um estranho no ônibus
tentando ir pra casa
Como uma santa pedra errante
Volte para o céu sozinho
Tentando ir pra casa
Ninguém chamará no telefone
talvez o Papa te aceite em Roma

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

Profissão: Limpador de vidro

Olá gente, bom dia.

Hoje eu gostaria de falar que, por um breve momento, mudei meu pensamento com relação aos meninos que ficam no sinal limpando os pára-brisas dos carros.

Às vezes eu dirijo carro dos meus amigos, já que eu não tenho um meu próprio. E sempre foi um sufoco naquele cruzamento da Ramos Ferreira com a Getúlio Vargas onde fica a academia Sheik. Lá é a "empresa matriz" desses meninos que estão nessa "profissão". Hoje em dia eles são mais abusados. Tem até uns, que vão passando aquela esponja no vidro e não estão nem aí se vc sinaliza, às vezes gesticulando desesperadamente, dizendo que não quer o serviço deles. Tem uns que fazem um sinal tipo "outra vez vc paga".

Hoje eu peguei um desses abusados que tacou a esponja no canto do pára-brisa e ficou aquele melado no vidro. Ao meu sinal de que não queria o serviço dele, ele foi obediente: simplesmente tirou a esponja do vidro e pulou pra outro carro que estava atrás... Só que ele deixou aquele babado no vidro, além de que aquela esponja já era todo sujo...

Eu pensei: ah, depois vai chover e esse babado vai sair. Mas nem precisei esperar muito... mais adiante um outro menino desses ofereceu o serviço, e já sabem qual foi minha reação: gesticulei que não precisava. O menino, acho que percebeu o babado que o outro colega de trabalho deixou no carro e fez uma coisa que eu não esperava: passou o outro lado da esponja e limpou a parte do babado e foi se sentar na calçada. Eu fiquei olhando até o sinal abrir para aquele menino e claro, mandando mil vibrações de felicitações pelo "espírito Disney" que ele teve. Vcs sabem o que é esse "espírito Disney"??? Um outro dia eu explico. Mas, eu só sei que se eu tivesse uma empresa, na mesma hora eu desceria do carro e ofereceria um trabalho para ele. Foi bonita a atitude dele em não deixar o "trabalho sujo" estragar a imagem da "categoria". Ele poderia ser um líder e ensinar essa postura aos demais, inclusive a nós de outras profissões. Valeu!

domingo, 9 de dezembro de 2007

Janela da alma

Oi gente! Não sei se vcs vão reconhecer esse olhar, talvez não, mas tem gente que vai. :) Um doce pra quem acertar. :)


Mas nesse post eu queria falar sobre o olhar das crianças. Eu já ouvi o termo de que os olhos são as janelas da alma. No caso das crianças, parece que o vidro dessa janela é 100% transparente. Por isso que a gente consegue ter fotos fáceis com esse reflexo todo dos olhos das crianças. Quando eu tenho contato com uma criança, às vezes eu fico parado olhando e admirando o olhar delas. É incrível como eles brilham. Talvez pela pureza da alma que não vê defeitos nos outros, as coisas ruins da vida. Para eles, tudo é bonito, tudo é lindo, tudo é perfeito, tudo é aprendizado, tudo é felicidade, tudo é festa.

É claro que logo logo eles crescem e passam a ter contato com as várias dificuldades da vida e às vezes se perde esse brilho no olhar. E é triste quando isso acontece pois a vida por si só já é bonita e mágica. É importante para nós, que nos dizemos "crescidos", aprender essa lição linda com as crianças. O sentimento puro e sincero. O olhar atento. O brilho no olhar. O sorriso sem receios. Os atos sem malícia. A esperança. Se jogar nos braços dos pais com confiança total. A naturalidade. Tudo. Não lembro bem as palavras exatas de Jesus Cristo, mas algo dizendo "Venha a mim as crianças, pois delas é o reino dos céus".

Eu tenho um áudio em arquivo do palestrante Alfredo Rocha onde eu não canso de ouvir esse trecho. Ele fala de uma repórter que faz uma pergunta a um palhaço de 73 anos.

Ela pergunta ao palhaço: - O senhor tem medo de morrer?
E ele disse: -Não... eu não tenho medo de morrer... a única coisa que eu tenho medo é crescer. As pessoas quando deixam morrer a sua criança, elas morrem pouquinho junto também.

E isso sempre é uma reflexão pra mim.

As crianças, muito mais elevados espiritualmente que nós adultos, estão aí para nos ensinar. Basta querermos aprender com elas.

Um abraço a todos!

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Cheiro de Natal

Há uns 5 ou 6 anos, eu ouvi uma expressão que, quando chega essa época do ano, sempre me vem à mente. Nunca mais esqueci dessa expressão, pois eu achei interessante e engraçada. Isso aconteceu quando eu ganhei uma boneca Bebezinho numa promoção da internet. Na época, o site da americanas.com era ainda chamado de lasa.com. E como a Americanas estava lançando o site, tinha um monte de promoção. Ganhei um monte de coisa, mas essa boneca foi a que mais marcou por esse motivo.

Quando o suposto prêmio chegou em casa, eu dei pra Érica* abrir o pacote, pois eu não tinha o que fazer com a boneca. Brincar? Eu? Que nada. Quando ela abriu e tirou a boneca da caixa, abraçou a boneca e falou: "Tem cheiro de Natal". E foi legal o mix de alegria com lágrimas escorrendo no rosto dela recordando a época de Natal dos tempos de infância. Na verdade, "Cheiro de Natal" seria tipo cheiro de brinquedo novo. Mas a cena foi linda.

Há um tempo, eu tenho pensado em um mundo onde mais pessoas (quando digo pessoas, quero dizer crianças) pudessem ter contato com esse "Cheiro de Natal". E esse ano resolvi integrar ao projeto social dos Correios que se chama "Papai Noel dos Correios". No site dos Correios (www.correios.com.br) vc vai ver mais detalhes sobre o projeto muito bonito que eles desenvolvem. Falei com alguns amigos que poderiam querer participar junto e consegui umas 12 pessoas que toparam de cara. Um dia desses, eu fui pegar umas cartinhas no Serviço Social dos Correios. Hoje (07/12/2007) vou pegar mais algumas pois não deu tempo de pegar as 12 cartinhas naquele dia. Obrigado a vc que topou embarcar na minha idéia.

Vim no ônibus imaginando essas crianças recebendo o presente do Papai Noel, sorriso estampado no rosto, alegria transbordando no ar, e guardando no fundo do coração essa lembrança do "Cheiro de Natal".


* A Érica foi com quem convivi durante muito tempo e quem teve a boa vontade de me aturar esse tempo todo. Hoje não estamos mais juntos, mas aprendemos muito um com o outro. Obrigado a ela.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Jamel e sua equipe

Aprensento hoje o Jamel... quanta audácia da minha parte... já que nem eu o conheço direito. Só sei que ele faz parte de um grupo de pessoas que coordena um projeto que engloba meninos e meninas do Mauazinho e da Vila Felicidade, que fica perto do CEASA de Manaus.

Ontem (01/12/2007) tive oportunidade, ou melhor dizendo, tive a bênção e a coincidência de estar lá no anfiteatro da praça que fica do lado do Millennium Shopping para assistir ao trabalho deles. Um coral de crianças no palco cantando músicas diversas do Roupa Nova, de Natal, etc. Tinha umas 40 crianças sendo regidas por um maestro muito show de bola também. Ele gesticulava muito e ao mesmo tempo cantava em voz alta junto com as crianças. Olhando-o, eu sentia o esforço e a alegria com que ele comandava aquelas crianças. O show seria bonito só por isso mesmo. Mas Deus é muito bom pois me mostrou algo mais bonito além do coral.

No momento que eles estavam cantando a terceira música, faltou energia e ficaram sem o som do teclado que jogava a melodia no ar. Esse foi um momento bonito que inclusive me emocionou bastante, com direito a olhos marejados. (revisando esse texto, eu mesmo me confundi pensando que eu tinha me emocionado com a falta de energia elétrica... não foi isso... continuem a leitura). Só frisando que é difícil isso acontecer comigo, de me emocionar. Nessa hora eu pensei que iriam parar de cantar e continuar depois que a energia voltasse. Mas não. O maestro que estava em baixo do palco, pulou pra cima do palco para que as crianças pudessem ver a regência dele mesmo estando um pouco escuro. Houve uma pausa de uns 3 segundos, e logo eles continuaram cantando. Foi muito bonito.

Me envegonhei do que eu pensei na hora que faltou a energia: pelo fato de serem crianças, pensei que eles iriam se dispersar e virar uma bagunça geral. Eles esperaram o comando do maestro para saber o próximo passo: que foi continuar com o show. Aquelas crianças me ensinaram uma coisa muito legal: que o show deve continuar.

Quantas vezes a gente pára de perseguir nossos sonhos quando nos deparamos com o primeiro obstáculo? Às vezes se está a um palmo da conquista do sonho, mas desanimamos e desistimos. Como diz no "Livro dos Jovens" de autoria do professor Masaharu Taniguchi: A hora mais escura da noite é a mais próxima do alvorecer. O show deve continuar!

Um abraço caloroso a cada criança do coral do projeto Mauazinho e Vila Felicidade da Prefeitura de Manaus.

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Motorista de ônibus da linha 620

Em geral, a gente tem a imagem de motorista de ônibus como aquele cara costurando o trânsito, fazendo malabarismos perigosos na rua, agressivo correndo contra o tempo, impaciente com os passageiros. Daí surgiu a piadinha de que "Tudo na vida é passageiro... tirando o motorista e o cobrador..." Ai ai... vou deixar a piada sem graça e voltar ao texto que estou digitando. : )

Estava um dia chuvoso (27/11/2007). Eu já estava super hiper mega atrasado pro trampo. Olha que o expediente se inicia 8:00 e já eram 09:30. E eu acabando de pegar o ônibus rumo ao meu trabalho. Não precisa nem dizer que horas eu cheguei pra bater o ponto. : )

Perto da minha casa tem uma pontezinha de uns 6 metros onde todos os carros passam para entrar no conjunto. Com essa chuvarada toda, o rio transbordou. Eu falo rio, mas é uma corredeira poluída e a água estava barrenta toda marrom. Assim que o ônibus tentou passar por esse trecho onde essa corredeira estava cortando a rua, eu vi um chafariz dentro do ônibus. Pra quem pega ônibus no dia-a-dia, nos que a entrada é pela frente, repare que perto da roleta tem tipo um alçapão no piso. Quando o ônibus entrou pra cruzar a corredeira, a força da água era tanta que ele empurrou o tal alçapão e jogou água barrenta pra dentro do ônibus. Tinha uma senhora sentado perto desse alçapão. Nem preciso falar o que aconteceu com ela... Eu só vi o chafariz barrento ao som de um grito assustado. E ao olhar, estava uma senhora toda encharcada falando: "Ai meu Deus... ah, hoje eu vou faltar meu trabalho..." e pedia pro motorista dar a ré e deixá-la antes da corredeira pra ela poder voltar pra casa andando. Eu pensei que ele ia fazer isso mesmo afinal era o mínimo que ele poderia fazer. Apesar da culpa do acontecido não ter sido do motorista, afinal, não foi ele que não implantou uma trava naquele alçapão. Só que ele fez mais...

Ele fez uma manobra radical na rua estreita e deu meia volta com o ônibus. Atravessou de volta a corredeira traiçoeira (bem devagar dessa vez) e deixou a senhora bem mais adiante em vez de só deixar do outro lado da corredeira. Ele praticamente voltou 2 paradas para deixar a senhora mais perto da casa dela mesmo que isso o deixasse atrasado pra cumprir seu tempo de viagem normal. Ao retornar ao rumo normal dele e chegar de novo na bendita corredeira, de quebra, ele deu carona para uma pessoa e a atravessou para que ela não se molhasse. Eu vi gentileza em dobro só nessa manhã por parte desse motorista que tentou amenizar o prejuízo daquela senhora.

Eu não sei o nome do motorista, só sei que ele é da linha 620. Mas o gesto "agressivamente gentil" ficou marcado na minha memória. Esse termo "agressivamente gentil" eu aprendi no livro "Nos bastidores da Disney" que li recentemente. E foi o que eu vi hoje e é o que estou tentando aplicar também no meu dia-a-dia.

Parabéns àquele motorista.

Abraços a todos!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Classe e gentileza

Um dia participei de uma palestra motivacional onde o palestrante Claudeir Lima mostrou uma tela com 3 carinhas dizendo que 65% da população pertenciam ao grupo da carinha triste, 30% pertenciam ao grupo da carinha indiferente, e 5% apenas faziam parte do grupo da carinha alegre. E perguntou: "Em qual grupo vc se encaixa?".

E isso me fez pensar por um momento. A princípio poderia pensar na boçalidade que eu estaria na categoria dos 5% da carinha alegre... mas isso me fez pensar um monte. Ele contou algumas situações. Vou colocar aqui pra vc também fazer esse teste pra saber em qual grupo vc se encaixaria.
1 - Vc comprou um sapato e ao chegar em casa, percebeu que o vendedor colocou pares diferentes na caixa. Como vc reagiria? Chegaria brigando com o vendedor na loja, OU chegaria na loja falando com o vendedor que erros acontecem e pediria para ele trocar pelo modelo certo?
2 - Descontaram seu cheque pré-datado antes do dia e sua conta ficou com saldo negativo. Vc diria pra loja que tudo bem pois erros acontecem e entenderia a situação OU já entraria com um processo na justiça, procon ou algo parecido?
3 - Está chovendo muito. Vc pensa: "Que chuva maravilhosa" OU "Que droga, tá chovendo muito"?

E hoje me deparei com essa mensagem abaixo que tem tudo a ver com essa reflexão acima. Esse texto se chama "Classe e gentileza". Muito bonita a atitude da moça do texto abaixo. Isso vai ficar meio afeminado eu falando isso, mas fiquei com vontade de chorar lendo esse texto. Bobagem... mas fiquei. : ) : )

Classe e gentileza

Era o dia do casamento da minha irmã Kátia, e ela deslizava pelo salão de festas, sorrindo e agradecendo aos convidados, dançando com cada um dos avôs e achando tempo para conversar com as meninas que tinham levado as flores. Estava tão linda e tranqüila que ninguém imaginaria que a florista tinha mandado as flores erradas, que o bolo de casamento de três andares tinha chegado um pouco torto, e que uma das damas de honra havia rasgado o vestido alguns minutos antes da cerimônia. Incidentes que podiam ter transformado o dia em um evento tenso e decepcionante só foram motivo de risos, graças à atitude de Kátia. Sem que ela notasse, observei como ela reagia com calma e simpatia ao falar com a florista, que se desmanchava em desculpas, e como ria ao posar para fotografias indiscretas que mostravam a ligeira inclinação do bolo. Quando a dama de honra tropeçou nos saltos dos sapatos e rasgou um pedaço da saia, Kátia não entrou em pânico. Ajudou a consertar o rasgão com um grampeador, o que deu vez a mais fotografias indiscretas dela e da dama de honra com o grampeador. Quando meus amigos comentam as brigas que tiveram com as noivas nervosas, fico quieto. Mantenho uma foto pregada na parede que mostra minha irmã sorrindo junto a um bolo meio torto, lembrança de impressão duradoura de classe e gentileza em todas as situações.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Avenida Japão, cuidado com nossas crianças

"Avenida Japão, cuidado com nossas crianças". Existia uma placa com esses dizeres na parede da entrada do restaurante que a gente administrava. Hoje, o restaurante já não existe mais... acabou fechando as portas... e está descansando em paz.

Bom, a imagem dessa placa veio na memória hoje de manhã na padaria onde geralmente compro pão. Eu estava na fila para pagar o pão de todo dia. Nessa hora vi um menino de, acho que 4 anos cutucando a mãe para ver um "au-au" que estava lá fora. E ele apontava através da porta de vidro o "au-au". Nessa hora que ele estava apontando, não sei por que veio a imagem de ele enfiando aquele dedo na brecha que se formava quando a porta se abria. E não sei se era porque eu era um pentelho levado também, eu passei a ignorar a fila onde estava e foquei a atenção no menino. Eu tinha pressentido um perigo naquele menino. Dito e feito. Uma senhora saiu da padaria e a brecha da porta se formou. Em questão de 2 segundos o menino conseguiu enfiar o dedo na brecha "maledita" da porta. E a porta se fechando aos poucos... Nossa, nessa hora eu corri pra porta e puxei a porta abrindo-a novamente e "mandei" o menino tirar o dedo de lá. Não lembro do meu tom de voz, se eu briguei com ele ou só chamei atenção. Só sei que não foi por maldade. A porta quando se fechava por completo, não deixava brecha. Imagino se eu não estivesse observando o menino, e ele tivesse o dedo apertado na fresta... não imagino o que poderia acontecer... sei lá... tipo em filmes de terror, o dedo decepado e tal... chega... que está me dando arrepios em pensar na situação. Mas... nessa hora veio a placa na minha memória. "Cuidado com nossas crianças". O menino, genealogicamente falando, não é meu filho. Teoricamente não preciso tomar conta dele. Mas, ele está interligado a mim de alguma forma. E preciso tomar conta quando é preciso. Agradeço a Deus por ter mandado eu tomar conta do menino enquanto a mãe dele pagava o pão. "Cuidado com nossas crianças". Não sei quem colocou a placa no restaurante, se foi meu pai ou não sei quem. Mas foi bem sábio em colocar "nossas" e não "suas".

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Maciel

Até que enfim!!! Instalaram um Oi fixo em casa. Agora vou poder ligar a vontade pra tudo que é canto do Brasil e do mundo... que nada... só papo. :) É mais por causa da internet que é mais em conta do que eu contratar uma banda larga. O problema de eu contratar banda larga é que eu só posso fazer se eu contratar junto a programação de TV que raramente vou assistir. Bom, mas esse não é o "xis" desse texto.

Olha só o cenário: O expediente dos técnicos da Oi fixo se encerra 18:30. Eu tinha marcado com eles às 17:30. Fiquei lá fora esperando pra não terem dificuldade de me achar e irem embora. Deu 18:00 e nada... 18:05 e nada... 18:10 e nada... 18:15 e nada... 18:20 e nada... 18:25 e nada... 18:26 e nada... 18:27 e nada... 18:28 e nada... engraçado que quanto mais próximo da hora limite do expediente deles mais eu olhava no relógio pra acompanhar a contagem regressiva. Deu 18:30 e nada. Respirei fundo, respirei fundo, respirei fundo, respirei fundo... e eu disse pra mim mesmo... "Agora fud...". :) Eu fiquei mais um tempo lá curtindo o vendo fresco e quando eu vejo um carro se aproximando e advinha quem? Quem? Quem? Quem? Raimundo Nonato!!! :) Brincandeira... era o técnico da Oi fixo fora do expediente já e cumprindo sua obrigação marcada com o cliente. Nossa, só não chorei vendo aquela dedicação pois ia ficar meio baitola (nada contra eles... ou elas...).

Mas ainda não é isso que quero contar. Ele chegou, plugou um fone no plug da parede de casa e foi lá fora na caixa geral ver a minha fiação. Demorou e demorou. Depois de uns 15 minutos ele volta suado e sorrindo. Eu pensei: "O que ele tá achando engraçado nessa demora toda?" E ele veio me contando que demorou pois um rapaz estava tentando ajustar a altura do banco da bicicleta dele e que já tinha comprado 2 chaves de boca e não tinha dado certo. O rapaz perguntou pro técnico se ele tinha alguma chave que desse pra ajustar a altura do banco da bicicleta. Olha só o cenário: o técnico fora do expediente dele, trabalhando, doido pra ir pra casa descansar, e ainda um pentelho pede um favor? Um técnico normal, provavelmente diria que não tinha pra não dar trela e poder ir pra casa mais cedo. Mas não. Olha só que engraçado: ele disse que tinha no carro dele e foi buscar e ajeitou a bicicleta do rapaz.

Imagino a cena do técnico ajudando o rapaz, o que não era uma obrigação funcional dele, e logo depois o rapaz agradecendo a atitude do técnico. E o técnico me contando isso e eu pensando tudo isso que eu escrevi acima: que bom que existe gente assim no mundo. São pessoas assim que crescem espiritualmente e galgam posições mais elevadas no pódio da vida. O atendimento se encerrou com meu fone instalado, nas minhas considerações, pelo melhor técnico da Oi fixo: o Maciel.

Queria eu poder falar isso pro chefe dele. Mas eu sei também que não precisa o chefe dele saber disso, pois o grande chefe Deus está vendo e vai recompensá-lo pela sua atitude de alguma forma. A vida é justa, sempre.

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Sekai Ni Hitotsu Dake No Hana

Bom gente, eu juro que tentei, mas não consegui colocar o arquivo da música aqui. Acho que o Blogger só deixa colocar foto e vídeo. Talvez por causa de direitos autorais da música e tal. Mas eu tenho a música.

Essa música é cantado por um grupo chamado "SMAP" de origem japonesa. Coloquei a letra da música (para os que se encorajam a acompanhar o som da música) e logo abaixo tem o significado da música. Eu não fiz uma tradução direta da música e sim o significado como um todo. O significado da música é bem legal.


Sekai Ni Hitotsu Dake No Hana

Hanaya no misesaki ni naranda
Ironna hana wo miteita
Hito sorezore konomi wa aru kedo
Doremo minna kirei dane
Kono naka de dare ga ichiban da nante
Arasou koto mo shinai de
Baketsu no naka hokorashige ni
Shanto mune wo hatteiru

Sorenanoni bokura ningen wa
Doushite kou mo kurabetagaru?
Hitori hitori chigaunoni sono naka de
Ichiban ni naritagaru?

Sousa bokura wa
Sekai ni hitotsu dake no hana
Hitori hitori chigau tane wo motsu
Sono hana wo sakaseru koto dake ni
Isshou kenmei ni nareba ii

Komatta youni warai nagara
Zutto mayotteru hito ga iru
Ganbatte saita hana wa dore mo
Kirei dakara shikata nai ne
Yatto mise kara dete kita
Sono hito ga kakaete ita
Iro toridori no hanataba to
Ureshi souna yokogao

Namae mo shiranakatta keredo
Ano hi boku ni egao wo kureta
Dare mo kizukanai youna basho de
Saiteta hana no youni

Sousa bokura wa
Sekai ni hitotsu dake no hana
Hitori hitori chigau tane wo motsu
Sono hana o sakaseru koto dake ni
Isshou kenmei ni nareba ii

Chiisai hana ya ookina hana
Hitotsu to shite onaji mono wa nai kara
Number one ni nara nakutemo ii
Moto moto tokubetsu na only one



Significado da música...

A flor única do mundo

Estava olhando várias flores enfileiradas em frente à floricultura
Cada pessoa tem gosto diferente mas todas as flores são bonitas
Elas não se competem para ver quem é a mais bonita
Dentro do balde, estão se sentindo orgulhosas expressando sua beleza

Apesar disso, por que nós seres humanos gostamos de nos comparar?
Cada um é diferente mas mesmo assim queremos ser o número um

Isso! Nós somos uma flor única no mundo
Cada um possui uma semente diferente
E basta nos esforçarmos para fazer essa flor desabrochar

Sorrindo, mas esboçando ar de preocupação
Tem gente que não sabe o que fazer da vida há muito tempo
Qualquer flor que se esforçou para desabrochar é muito bonita sem exceção

Uma pessoa saiu da loja com um buquê de flores coloridas esboçando felicidade
Eu não sabia o nome dela mas naquele dia, ela me deu um sorriso
Como as flores que desabrocharam em um lugar onde ninguém notava

Isso! Nós somos uma flor única no mundo
Cada um possui uma semente diferente
E basta nos esforçarmos para essa flor desabrochar

Flores pequenas ou flores grandes, são únicas e não tem nenhuma outra igual
Por isso, não se preocupe em ser o número um já que desde o início você é único e especial



segunda-feira, 17 de setembro de 2007

"Emílio, adorei a camisa"

Um dia foi aniversário de um amigo meu... (isso não é nenhuma novidade porque sempre "um dia" é aniversário de alguém... calma... não me crucifiquem por essa observação óbvia) :)

É claro que o níver, sendo do meu amigo, por lógica, eu que teria de dar presente. De fato, foi isso que aconteceu (de novo eu falando o óbvio... espero que vcs aguentem me ler até o final).

Eu escolhi uma camisa de botão pois seria mais provável ele usar e de um tecido que facilitaria a vida dele por não amarrotar muito. Quem lê esse texto vai achar que eu sou minucioso na procura de presente e tal, mas não é bem assim, acho que sou meio prático, sem muitas frescuras.

Cheguei no aniversário, entreguei o presente e a princípio ficou nisso mesmo.

Eu tinha prometido pra ele que eu daria uma olhada no notebook pra ver um problema lá (hoje eu não lembro mais qual era o problema). Aproveitei que eu já tava lá e resolvi ver. E eu tentando descobrir o problema, percebi que tinha uns presentes que ele já tinha aberto. Quando ele associou o presente à minha pessoa, ele disse "Emílio, adorei a camisa".

Ele poderia estar falando só por educação, mas acredita que eu olhei o modo como ele falou com muita emoção e eu acreditei no que ele tinha dito. "êeele acreditooouuuu". É... eu acreditei e me adimirei com a capacidade dele em saber receber o presente. Ganhei uma aula grátis de como deve ser a postura para receber presentes ou qualquer outra coisa: com emoção.

Peguei essa aula grátis, mas isso não quer dizer que eu já esteja incorporando no meu dia-a-dia. Eu acho que sou muito lógico e sistemático com relação às coisas. Não gosto muito desse meu jeito de ser, mas aos poucos eu tou querendo ver como mudar.

"Emílio, adorei a camisa" - foi muito bom ter ouvido isso naquele dia.

Obrigado.